3. A águia e a raposa
maria celeste consolin dezotti / e-Science
- Created on 2023-10-26 22:36:39
- Modified on 2024-01-17 16:26:15
- Translated by Maria Celeste Consolin Dezotti
- Aligned by maria celeste consolin dezotti
Chambry 3; Ἀετòς καὶ ἀλώπηξ
Ἑλληνική Transliterate
Português
urn:cts:greekLit:tlg0096.tlg002.opp-grc3:3.1
Ἀετὸς καὶ ἀλώπηξ φιλίαν πρὸς ἀλλήλους ποιησάμενοι πλησίον ἑαυτῶν οἰκεῖν διέγνωσαν , βεβαίωσιν φιλίας τὴν συνήθειαν ποιούμενοι . Καὶ δὴ ὁ μὲν ἀναβὰς ἐπί τι περίμηκες δένδρον ἐνεττοποιήσατο • ἡ δὲ εἰσελθοῦσα εἰς τὸν ὑποκείμενον θάμον ἔτεκεν . Ἐξελθούσης δὲ αὐτῆς ποτε ἐπὶ νομήν , ὁ ἀετός , ἀπορῶν τροφῆς , καταπτὰς εἰς τὸν θάμον καὶ τὰ γεννήματα ἀναρπάσας , μετὰ τῶν ἑαυτοῦ νεοττῶν κατεθοινήσατο . Ἡ δὲ ἀλώπηξ ἐπανελθοῦσα , ὡς ἔγνω τὸ πραχθέν , οὐ 〈 τοσοῦτον 〉 ἐπὶ τῷ τῶν νεοττῶν θανάτῳ ἐλυπήθη ὅσον ἐπὶ τῇ ἀμύνῃ • χερσαία γὰρ οὖσα πετεινὸν διώκειν ἐδυνάτει . Διόπερ πόρρωθεν στᾶσα , ὃ μόνον τοῖς ἀδυνάτοις καὶ ἀσθενέσιν ὑπολείπεται , τῷ ἐχθρῷ κατηρᾶτο . Συνέβη δ ' αὐτῷ τῆς εἰς τὴν φιλίαν ἀσεβείας οὐκ εἰς μακρὰν δίκην ὑποσχεῖν • θυόντων γάρ τινων αἶγα ἐπ ' ἀγροῦ , καταπτὰς ἀπὸ τοῦ βωμοῦ σπλάγχνον ἔμπυρον ἀνήνεγκεν • οὗ κομισθέντος ἐπὶ τὴν καλιἀν , σφοδρὸς ἐμπεσὼν ἄνεμος ἐκ λεπτοῦ καὶ παλαίου κάρφους λαμπρὰν φλόγα ἀνῆψε . Καὶ διὰ τοῦτο καταφλεχθέντες οἱ νεοττοὶ ( καὶ γὰρ ἦσαν ἔτι ἀτελεῖς οἱ πτηνοί ) ἐπὶ τὴν γῆν κατέπεσον . Καὶ ἡ ἀλώπηξ προσδραμοῦσα ἐν ὄψει τοῦ ἀετοῦ πάντας αὐτοὺς κατέφαγεν .
Ὁ λόγος δηλοῖ ὅτι οἱ φιλίαν παρασπονδοῦντες , κἂν τὴν τῶν ἠδικημένων ἐκφύγωσι κόλασιν δι ' ἀσθένειαν , ἀλλ ' οὖν γε τὴν ἐκ θεοῦ τιμωρίαν οὐ διακρούονται .
Ὁ λόγος δηλοῖ ὅτι οἱ φιλίαν παρασπονδοῦντες , κἂν τὴν τῶν ἠδικημένων ἐκφύγωσι κόλασιν δι ' ἀσθένειαν , ἀλλ ' οὖν γε τὴν ἐκ θεοῦ τιμωρίαν οὐ διακρούονται .
Uma
águia
e
uma
raposa
se
tornaram
amigas
e
resolveram
morar
perto
uma
da
outra
,
fazendo
do
convívio
um
reforço
da
amizade
.
E
,
assim
,
uma
subiu
em
cima
de
uma
árvore
bem
alta
e
fez
seu
ninho
;
a
outra
,
por
sua
vez
,
entrou
numa
moita
,
ao
pé
da
árvore
,
e
deu
cria
.
Certo
dia
a
raposa
saiu
para
caçar
e
a
águia
,
carente
de
comida
,
desceu
voando
à
moita
,
apanhou
as
crias
da
raposa
e
as
devorou
em
companhia
de
seus
filhotes
.
Então
a
raposa
,
quando
voltou
e
notou
o
ocorrido
,
se
doeu
não
tanto
pela
morte
dos
filhotes
como
pela
desforra
,
pois
sendo
ela
animal
quadrúpede
,
era
incapaz
de
perseguir
um
alado
.
Por
isso
,
postada
à
distância
,
ficou
amaldiçoando
o
inimigo
,
a
única
coisa
que
resta
aos
impotentes
e
fracos
.
Aconteceu
,
porém
,
que
não
demorou
para
a
águia
prestar
contas
de
seu
crime
contra
a
amizade
.
Como
algumas
pessoas
no
campo
estavam
oferecendo
uma
cabra
em
sacrifício
,
ela
desceu
voando
e
carregou
do
altar
uma
víscera
em
chamas
,
que
foi
levada
para
o
ninho
.
Como
bateu
um
vento
muito
forte
,
de
um
cisco
fino
e
seco
ele
acendeu
uma
chama
brilhante
.
E
com
isso
os
filhotes
,
queimados
(
é
que
eles
estavam
ainda
implumes
)
,
caíram
ao
chão
.
Então
a
raposa
correu
e
,
na
cara
da
águia
,
comeu
todos
eles
.
A fábula mostra que os que traem uma amizade , mesmo que escapem do castigo de suas vítimas , devido à fraqueza delas , ao menos na certa do castigo divino eles não se esquivam .
A fábula mostra que os que traem uma amizade , mesmo que escapem do castigo de suas vítimas , devido à fraqueza delas , ao menos na certa do castigo divino eles não se esquivam .