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Plato, Apology, 21

Anise D’Orange Ferreira / UnespProjects
  • Created on 2019-06-15 22:38:16
  • Modified on 2019-06-16 22:05:22
  • Translated by 1) Carlos Alberto Nunes (UFPA, 1980) 2) André Malta (LP&M, 2008)
  • Aligned by Anise D’Orange Ferreira
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urn:cts:greekLit:tlg0059.tlg002.perseus-grc2:21
urn:cts:greekLit:tlg0059.tlg002.nunes1980
urn:cts:greekLit:tlg0059.tlg002.malta.2008
πρὸς ἐμαυτὸν δʼ οὖν ἀπιὼν ἐλογιζόμην ὅτι τούτου μὲν τοῦ ἀνθρώπου ἐγὼ σοφώτερός εἰμι · κινδυνεύει μὲν γὰρ ἡμῶν οὐδέτερος οὐδὲν καλὸν κἀγαθὸν εἰδέναι , ἀλλʼ οὗτος μὲν οἴεταί τι εἰδέναι οὐκ εἰδώς , ἐγὼ δέ , ὥσπερ οὖν οὐκ οἶδα , οὐδὲ οἴομαι · ἔοικα γοῦν τούτου γε σμικρῷ τινι αὐτῷ τούτῳ σοφώτερος εἶναι , ὅτι μὴ οἶδα οὐδὲ οἴομαι εἰδέναι .
Depois , ao retirar-me , falava a sós comigo : mais sábio do que este homem terei de ser , realmente . Pode bem dar-se que , em verdade , nenhum de nós conheça nada belo e bom ; mas este indivíduo , sem saber nada , imagina que sabe , ao passo que eu , sem saber , de fato , coisa alguma , não presumo saber algo . Parece , portanto , que nesse pouquinho eu o ultrapasso em sabedoria , pois , embora nada saiba , não imagino saber alguma coisa .
( . . . ) indo embora , fiquei então raciocinando comigo mesmo " Sou sim mais sábio que esse homem ; pois corremos o risco de não saber , nenhum dos dois , nada de belo nem de bom , mas enquanto ele pensa saber algo , não sabendo , eu , assim como não sei mesmo , também não penso saber . . . É provável , portanto , que eu seja mais sábio que ele numa pequena coisa , precisamente nesta : porque aquilo que não sei , também não penso saber . "

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Platão, Apologia de Sócrates-2

Anise D’Orange Ferreira / UnespProjects
  • Created on 2019-05-31 20:15:18
  • Modified on 2019-06-15 23:06:04
  • Translated by Platão, Apologia de Sócrates, Translation by Carlos Alberto Nunes (João Pessoa: UFPB, 1980) Platão, Apologia de Sócrates, Translation by André Malta (
  • Aligned by Anise D’Orange Ferreira
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https://cts.perseids.org/api/cts?request=GetPassage&urn=urn:cts:greekLit:tlg0059.tlg002.perseus-grc2:21
( . . . ) . ἦλθον ἐπί τινα τῶν δοκούντων σοφῶν εἶναι , ὡς ἐνταῦθα εἴπερ που ἐλέγξων τὸ μαντεῖον καὶ ἀποφανῶν τῷ χρησμῷ ὅτι οὑτοσὶ ἐμοῦ σοφώτερός ἐστι , σὺ δʼ ἐμὲ ἔφησθα . διασκοπῶν οὖν τοῦτον ὀνόματι γὰρ οὐδὲν δέομαι λέγειν , ἦν δέ τις τῶν πολιτικῶν πρὸς ὃν ἐγὼ σκοπῶν τοιοῦτόν τι ἔπαθον , ἄνδρες Ἀθηναῖοι , καὶ διαλεγόμενος αὐτῷ ἔδοξέ μοι οὗτος ἀνὴρ δοκεῖν μὲν εἶναι σοφὸς ἄλλοις τε πολλοῖς ἀνθρώποις καὶ μάλιστα ἑαυτῷ , εἶναι δʼ οὔ · κἄπειτα ἐπειρώμην αὐτῷ δεικνύναι ὅτι οἴοιτο μὲν εἶναι σοφός , εἴη δʼ οὔ . ἐντεῦθεν οὖν τούτῳ τε ἀπηχθόμην καὶ πολλοῖς τῶν παρόντων · πρὸς ἐμαυτὸν δʼ οὖν ἀπιὼν ἐλογιζόμην ὅτι τούτου μὲν τοῦ ἀνθρώπου ἐγὼ σοφώτερός εἰμι · κινδυνεύει μὲν γὰρ ἡμῶν οὐδέτερος οὐδὲν καλὸν κἀγαθὸν εἰδέναι , ἀλλʼ οὗτος μὲν οἴεταί τι εἰδέναι οὐκ εἰδώς , ἐγὼ δέ , ὥσπερ οὖν οὐκ οἶδα , οὐδὲ οἴομαι · ἔοικα γοῦν τούτου γε σμικρῷ τινι αὐτῷ τούτῳ σοφώτερος εἶναι , ὅτι μὴ οἶδα οὐδὲ οἴομαι εἰδέναι .
( . . . ) : fui ter com um indivíduo considerado sábio , certo de que ali ou nenhures conseguiria desmentir o oráculo e declarar - lhe : Este homem é mais sábio do que eu ; no entanto , afirmaste que eu era o mais sábio dos homens . Passei , portanto , a examiná-lo . Não necessidade de declinar - lhe o nome ; era um dos nossos políticos . Mas , ao examiná - lo , Atenienses , aconteceu o seguinte : no decurso de nossa conversação , quis parecer - me que ele passava por sábio para muita gente , mas principalmente para ele mesmo , quando , em verdade , estava longo de - lo . Em seguida , procurei demonstrar - lhe que ele se considerava sábio sem o ser , do que resultou atiçar contra mim seu ódio e de muitas pessoas presentes . Depois , ao retirar - me , falava a sós comigo : mais sábio do que este homem terei de ser , realmente . Pode bem dar - se que , em verdade , nenhum de nós conheça nada belo e bom ; mas este indivíduo , sem saber nada , imagina que sabe , ao passo que eu , sem saber , de fato , coisa alguma , não presumo saber algo .
( . . . ) : fui até um dos que parecem ser sábios , porque , se havia um lugar , era esse onde eu refutaria o adivinhado e mostraria ao oráculo " este aqui é mais sábio do que eu , e você afirmava que era eu . . . " Ao examinar bem então esse homem ( não preciso absolutamente chamá-lo pelo nome ; 61 era um dos envolvidos com a política esse junto ao qual tive , examinando-o , esta impressão ) e ao dialogar com ele , varões atenienses , me pareceu que parecia ser sábio para muitos outros homens e principalmente para si próprio , mas que não era . Em seguida , fiquei tentando lhe mostrar que ele pensava ser sábio , mas que não era . A partir daí me tornei odioso a ele e a muitos dos circunstantes e , indo embora , fiquei então raciocinando comigo mesmo " Sou sim mais sábio que esse homem ; pois corremos o risco de não saber , nenhum dos dois , nada de belo nem de bom , mas enquanto ele pensa saber algo , não sabendo , eu , assim como não sei mesmo , também não penso saber . . . É provável , portanto , que eu seja mais sábio que ele numa pequena coisa , precisamente nesta : porque aquilo que não sei , também não penso saber . "

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Hom. Od. 1.44-54

David Verzola Felts / Classwork-UnespProjects / Odisseia
  • Created on 2022-01-24 03:22:21
  • Modified on 2022-03-23 00:35:01
  • Translated by WERNER, C.; SCHÜLER, D.
  • Aligned by David Verzola Felts
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urn:cts:greekLit:tlg0012.tlg002.perseus-grc1:1.44-1.54
urn:cts:greekLit:tlg0012.tlg002.werner:1.44-1.54
urn:cts:greekLit:tlg0012.tlg002.schüler:1.43-1.55
τὸν δ᾽ ἠμείβετ᾽ ἔπειτα θεά , γλαυκῶπις Ἀθήνη ·
πάτερ ἡμέτερε Κρονίδη , ὕπατε κρειόντων ,
καὶ λίην κεῖνός γε ἐοικότι κεῖται ὀλέθρωι ·
ὡς ἀπόλοιτο καὶ ἄλλος , ὅτις τοιαῦτά γε ῥέζοι ·
ἀλλά μοι ἀμφ᾽ Ὀδυσῆι δαΐφρονι δαίεται ἦτορ ,
δυσμόρωι , ὃς δὴ δηθὰ φίλων ἄπο πήματα πάσχει
νήσωι ἐν ἀμφιρύτηι , ὅθι τ᾽ ὀμφαλός ἐστι θαλάσσης .
νῆσος δενδρήεσσα , θεὰ δ᾽ ἐν δώματα ναίει ,
Ἄτλαντος θυγάτηρ ὀλοόφρονος , ὅς τε θαλάσσης
πάσης βένθεα οἶδεν , ἔχει δέ τε κίονας αὐτὸς
μακράς , αἳ γαῖάν τε καὶ οὐρανὸν ἀμφὶς ἔχουσιν .
Respondeu -lhe a deusa , Atena olhos- de- coruja :
" Nosso pai Cronida , supremo entre poderosos ,
deveras jaz esse em merecido fim ;
assim também pereça todo que isso fizer .
Mas pelo atilado Odisseu dilacera-se meu coração ,
pelo desditoso ; longe dos seus , muito sofre misérias
em ilha correntosa , onde fica o umbigo do mar ,
ilha arvorejada , onde uma deusa habita ,
filha de Atlas juízo- ruinoso , que do mar
todo as profundas conhece , e ele mesmo sustém pilares
grandes que mantêm a terra e o páramo separados .
De olhar vivo ,
contestou Atena : " Cronida , nosso pai , soberano
de poderosos , Egisto recebeu castigo merecido .
A um que se comporte assim aconteça o mesmo !
Pulsa ‑me , porém , por outro o coração . Sabes do sábio
Odisseu ? O desdito padece pena , muito , longe dos
seus , em ilha cercada de águas profundas , umbigo do
mar , lugar de densa floresta , domínio de uma filha de
de Atlas , cujo pensar devastador penetra até mesmo
em profundos abismos marítimos , deus que sustenta
as colunas gigantescas que mantêm afastados a terra
e seu céu .

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Soph. Electra, 1202-1226

Anise D’Orange Ferreira / Classwork-UnespProjects / LTR-Tragédia
  • Created on 2022-01-25 14:10:21
  • Modified on 2022-02-01 20:20:06
  • Translated by Rocha, R. e Vieira, T.
  • Aligned by Anise D’Orange Ferreira
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urn:cts:greekLit:tlg0011.tlg005.perseus-grc2:1202-1226
urn:cts:greekLit:tlg0011.tlg005.rocha:1202-1227
urn:cts:greekLit:tlg0011.tlg005.vieira:1202-1227
Ἠλέκτρα
οὐ δή ποθʼ ἡμῖν ξυγγενὴς ἥκεις ποθέν ;
Ὀρέστης
ἐγὼ φράσαιμʼ ἄν , εἰ τὸ τῶνδʼ εὔνουν πάρα .
Ἠλέκτρα
ἀλλʼ ἐστὶν εὔνουν , ὥστε πρὸς πιστὰς ἐρεῖς .
Ὀρέστης
μέθες τόδʼ ἄγγος νῦν , ὅπως τὸ πᾶν μάθῃς .
Ἠλέκτρα
μὴ δῆτα πρὸς θεῶν τοῦτό μʼ ἐργάσῃ , ξένε .
Ὀρέστης
πείθου λέγοντι κοὐχ ἁμαρτήσει ποτέ .
Ἠλέκτρα
μή , πρὸς γενείου , μὴ ʼξέλῃ τὰ φίλτατα .
Ὀρέστης
οὔ φημʼ ἐάσειν .
Ἠλέκτρα
τάλαινʼ ἐγὼ σέθεν ,
Ὀρέστα , τῆς σῆς εἰ στερήσομαι ταφῆς .
Ὀρέστης
εὔφημα φώνει · πρὸς δίκης γὰρ οὐ στένεις .
Ἠλέκτρα
πῶς τὸν θανόντʼ ἀδελφὸν οὐ δίκῃ στένω ;
Ὀρέστης
οὔ σοι προσήκει τήνδε προσφωνεῖν φάτιν .
Ἠλέκτρα
οὕτως ἄτιμός εἰμι τοῦ τεθνηκότος ;
Ὀρέστης
ἄτιμος οὐδενὸς σύ · τοῦτο δʼ οὐχὶ σόν .
Ἠλέκτρα
εἴπερ γʼ Ὀρέστου σῶμα βαστάζω τόδε ;
Ὀρέστης
ἀλλʼ οὐκ Ὀρέστου , πλὴν λόγῳ γʼ ἠσκημένον .
Ἠλέκτρα
ποῦ δʼ ἔστʼ ἐκείνου τοῦ ταλαιπώρου τάφος ;
Ὀρέστης
οὐκ ἔστι · τοῦ γὰρ ζῶντος οὐκ ἔστιν τάφος .
Ἠλέκτρα
πῶς εἶπας , παῖ ;
Ὀρέστης
ψεῦδος οὐδὲν ὧν λέγω .
Ἠλέκτρα
ζῇ γὰρ ἁνήρ ;
Ὀρέστης
εἴπερ ἔμψυχός γʼ ἐγώ .
Ἠλέκτρα
γὰρ σὺ κεῖνος ;
Ὀρέστης
τήνδε προσβλέψασά μου
σφραγῖδα πατρὸς ἔκμαθʼ εἰ σαφῆ λέγω .
Ἠλέκτρα
φίλτατον φῶς .
Ὀρέστης
φίλτατον , συμμαρτυρῶ .
Ἠλέκτρα
φθέγμʼ , ἀφίκου ;
Ὀρέστης
μηκέτʼ ἄλλοθεν πύθῃ ,
Ἠλέκτρα
ἔχω σε χερσίν ;
Ὀρέστης
ὡς τὰ λοίπʼ ἔχοις ἀεί .
[ ELECTRA ] Por acaso és um nosso parente que chega de onde ?
[ ORESTES ] Eu explicaria , se este momento fosse propício .
[ ELECTRA ] Mas propício , de modo que falarás para mulheres confiáveis .
[ ORESTES ] Solta este vaso agora , para que saibas tudo . 1205
[ ELECTRA ] Não me faças isso , pelos deuses , estrangeiro .
[ ORESTES ] Confia em quem fala e não errarás nunca .
[ ELECTRA ] Não , pela tua barba , não me tires o que me mais querido .
[ ORESTES ] Não posso permitir .
[ ELECTRA ] infeliz eu por ti ,
Orestes , se te deixar privado de um túmulo . 1210
[ ORESTES ] Dize um auspício , pois não te lamentas de modo justo .
[ ELECTRA ] Como não lamento de modo justo meu irmão morto ?
[ ORESTES ] A ti não cabe pronunciar essas palavras .
[ ELECTRA ] Sou tão indigna assim daquele que está morto ?
[ ORESTES ] Indigna de ninguém és tu : isso não teu . 1215
[ ELECTRA ] Mas , na verdade , este que seguro não o corpo de Orestes ?
[ ORESTES ] Não de Orestes , exceto que em palavra forjado .
[ ELECTRA ] Onde está o túmulo daquele sofredor .
[ ORESTES ] Não existe , pois não há túmulo de quem está vivo .
[ ELECTRA ] Como disseste , rapaz ? 1220
[ ORESTES ] Nada do que digo falso .
[ ELECTRA ] Então ele está vivo ?
[ ORESTES ] Se eu com certeza estou respirando .
[ ELECTRA ] Então tu és ele ?
[ ORESTES ] Olha este selo do meu pai e examina se falo claramente .
[ ELECTRA ] luz caríssima .
[ ORESTES ] Caríssima , sim , eu confirmo .
[ ELECTRA ] voz , vieste ? 1225
[ ORESTES ] Não a ouvirás de outra pessoa .
[ ELECTRA ] Tenho - te entre as mãos ?
[ ORESTES ] Que no futuro me tenhas sempre .
[ Electra ] És por acaso algum parente antigo ?
[ Orestes ] Responderei , confiando em quem nos ouve .
[ Electra ] Fica tranquilo , cercam -nos amigas .
[ Orestes ] Depõe no chão a urna e saberás !
[ Electra ] Não , pelos deuses , não me obrigues a isso !
[ Orestes ] Acertas , se aceitares o que peço .
[ Electra ] Não me tires o prêmio que mais prezo !
[ Orestes ] Eu não permitirei .
[ Electra ] Ó que infelicidade , se não deixarem que eu te enterre , Orestes !
[ Orestes ] Não insistas , Pões fim à tua nênia !
[ Electra ] Pôr fim ? Mas como , se morreu Orestes ?
[ Orestes ] É inadequado o emprego desse tom .
[ Electra ] Estarei tão aquém de quem morreu ?
[ Orestes ] Contigo a urna não se coaduna .
[ Electra ] Como não , se nas mãos tenho o irmão ?
[ Orestes ] Esse Orestes não passa de invenção .
[ Electra ] Mas onde o infeliz foi sepultado ?
[ Orestes ] Não foi : quem vive não possui jazigo .
[ Electra ] Como disseste , jovem ?
[ Orestes ] Nenhuma inverdade .
[ Electra ] Então , ele está vivo ?
[ Orestes ] Se houver alendto que me anime a ânima !
[ Electra ] Estou na frente dele ?
[ Orestes ] Repara neste anel de nosso pai e diz se estou brincando
[ Electra ] Ó luz que mais seduz
[ Orestes ] Sim . Ó luz !
[ Electra ] Ó voz que afagas , retornaste ?
[ Orestes ] Não indagues por outro !
[ Electra ] Enlaço - te em meus braços
[ Orestes ] Enquanto ambos vivermos !

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Hom. Od. 1.55-67

David Verzola Felts / Classwork-UnespProjects / Odisseia
  • Created on 2022-01-31 13:03:26
  • Modified on 2022-03-23 00:45:26
  • Translated by WERNER, C.; MENDES, M. O.
  • Aligned by David Verzola Felts
Ἑλληνική
Português
Português
urn:cts:greekLit:tlg0012.tlg002.perseus-grc1:1.55-1.67
urn:cts:greekLit:tlg0012.tlg002.werner:1.55-1.67
urn:cts:greekLit:tlg0012.tlg002.mendes:1.48-1.56
τοῦ θυγάτηρ δύστηνον ὀδυρόμενον κατερύκει ,
αἰεὶ δὲ μαλακοῖσι καὶ αἱμυλίοισι λόγοισιν
θέλγει , ὅπως Ἰθάκης ἐπιλήσεται · αὐτὰρ Ὀδυσσεύς ,
ἱέμενος καὶ καπνὸν ἀποθρώισκοντα νοῆσαι
ἧς γαίης , θανέειν ἱμείρεται . οὐδέ νυ σοί περ
ἐντρέπεται φίλον ἦτορ , Ὀλύμπιε . οὔ νύ τ᾽ Ὀδυσσεὺς
Ἀργείων παρὰ νηυσὶ χαρίζετο ἱερὰ ῥέζων
Τροίηι ἐν εὐρείηι; τί νύ οἱ τόσον ὠδύσαο , Ζεῦ;
τὴν δ᾽ ἀπαμειβόμενος προσέφη νεφεληγερέτα Ζεύς ·
τέκνον ἐμόν , ποῖόν σε ἔπος φύγεν ἕρκος ὀδόντων .
πῶς ἂν ἔπειτ᾽ Ὀδυσῆος ἐγὼ θείοιο λαθοίμην ,
ὃς περὶ μὲν νόον ἐστὶ βροτῶν , περὶ δ᾽ ἱρὰ θεοῖσιν
ἀθανάτοισιν ἔδωκε , τοὶ οὐρανὸν εὐρὺν ἔχουσιν;
Sua filha segura o desgraçado , lamentador ,
e sempre com moles e solertes contos
tenta enfeitiçá -lo para Ítaca olvidar . Mas Odisseu ,
ansiando somente mirar fumaça irrompendo
de sua terra , deseja morrer . Para ele nem assim
aponta teu coração , Olímpio ? Acaso Odisseu ,
junto às naus argivas , não te agradou com caros sacrifícios
na larga Troia ? Por que contra ele esse ódio , Zeus ? " .
Respondendo , disse - lhe Zeus junta-nuvens :
" Minha filha , que palavra te escapou da cerca de dentes !
Como eu , nesse caso , esqueceria o divino Odisseu ,
aos mortais superior na mente e nos sacrifícios dados
aos deuses imortais , que dispõem do amplo céu ?
A deusa com blandícias o acarinha ;
De Ítaca ele saudoso , o pátrio fumo
Ver deseja e morrer . Não te comoves ?
Irritou-te faltando , em sua amada
E em Tróia , com ofertas e holocaustos ? "
E o Junta-nuvens : " Que proferes , filha ,
Do encerro dessa boca ? eu deslembrar-me
Do mortal mais sisudo , o mais devoto ,
Aos celícolas pio e dadivoso !

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( 39 ) 31% POR

( 88 ) 69% GRC - POR
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Aesch. Pr. 88-100 (2° Versão)

David Verzola Felts / Classwork-UnespProjects / LTR-Tragédia
  • Created on 2022-03-20 04:01:57
  • Translated by TORRANO, J. A.; FELTS, D. V.
  • Aligned by David Verzola Felts
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urn:cts:greekLit:tlg0085.tlg003.perseus-grc2:88-100
urn:cts:greekLit:tlg0085.tlg003.torrano:88-100
urn:cts:greekLit:tlg0085.tlg003.felts:88-100
δῖος αἰθὴρ καὶ ταχύπτεροι πνοαί ,
ποταμῶν τε πηγαί , ποντίων τε κυμάτων
ἀνήριθμον γέλασμα , παμμῆτόρ τε γῆ ,
καὶ τὸν πανόπτην κύκλον ἡλίου καλῶ .
ἴδεσθέ μʼ οἷα πρὸς θεῶν πάσχω θεός .
δέρχθηθʼ οἵαις αἰκείαισιν
διακναιόμενος τὸν μυριετῆ
χρόνον ἀθλεύσω .

τοιόνδʼ νέος ταγὸς μακάρων
ἐξηῦρʼ ἐπʼ ἐμοὶ δεσμὸν ἀεικῆ .
φεῦ φεῦ , τὸ παρὸν τό τʼ ἐπερχόμενον
πῆμα στενάχω , πῇ ποτε μόχθων
χρὴ τέρματα τῶνδʼ ἐπιτεῖλαι .
Ó divino Fulgor e velozes alados ventos
e fontes de rios e inúmero brilho
de ondas marinhas e Terra mãe de todos ,
e invoco o onividente círculo do Sol .
Vede - me que dos Deuses padeço Deus .
Contemplai que afrontas
dilacerado sofrerei
durante miríade de anos .
O novo chefe dos Venturosos inventou
tal cadeia para mim aviltosa .
Pheû pheû , a presente e a vindoura
dor lamento ! Como deve , afinal ,
dar - se o termo destes tormentos ?
Ó éter divino e brisas de asas velozes ! [ Ó ] fontes dos rios ! [ Ó ] riso imensurável das ondas marinhas ! [ Ó ] terra mãe de todos ! Invoco até mesmo o olho onividente do sol : vede - me , um deus , como sofro diante dos deuses . Testemunhai por quais maus tratos padecerei sendo dilacerado pelo tempo incontável . O novo soberano dos bem-aventurados criou tal prisão indecorosa contra mim . Ai de mim ! Pranteio o flagelo presente e o vindouro ! É necessário que , de alguma forma , em algum momento , se ordene o término desta pena .

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( 72 ) 84% GRC - POR
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